Normalmente as pessoas procuram formas de ganhar mais dinheiro, seja com novas fontes de renda, investindo em aplicações de maior retorno ou pedindo aquele aumentinho para o chefe. Mas será que mais dinheiro significa melhor bem-estar no longo prazo?
Em 1955, um professor inglês chamado Cyril Northcote Parkinson teorizou na revista “The Economist” a que hoje é chamada Lei de Parkison.
Depois de observar que a burocracia e o funcionalismo público britânicos cresciam mais que a quantidade de trabalho, Parkinson enunciou que “o trabalho se expande de modo a ocupar o tempo disponível para que ele seja completado”.
Com o tempo, a Lei de Parkinson foi adaptada a outras áreas como a economia, onde surgiu a chamada segunda Lei de Parkison e que é enunciada da seguinte forma:
Essa lei tem um impacto curioso nas finanças pessoais porque a maior parte das pessoas que por algum motivo passa a ganhar mais dinheiro acaba por aumentar seus gastos proporcionalmente.
Naturalmente conforme os anos passam é natural que as pessoas tendam a ter gastos mais elevados por causa de novos itens que incorporam em suas vidas como carro, casa, filhos etc. Porém, o maior problema não é o aumento dos gastos, mas é qual é o aumento na proporção dos gastos em comparação com a renda.
O impacto disto estará no longo prazo já que o aumento da renda deveria ser refletido também na capacidade de poupança. Em outras palavras, se alguém poupa R$ 100,00 por mês com um salário de R$1000,00, deveria aumentar sua poupança para pelo menos R$ 200,00 caso passe a ter um salário de R$ 2000,00.
De nada adianta no longo prazo manter os mesmos R$ 100,00 por mês de poupança pela vida inteira porque o benefício do aumento de renda não vai se refletir em bem-estar no futuro quando a pessoa deixará de receber o salário.
A melhor coisa a se fazer, portanto, é procurar aumentar o seu nível de gastos em uma proporção menor ao aumento de renda que você tem. Desta forma, você melhora sua condição de vida agora, mas sem o perigo do consumo impulsivo e exagerado; e no futuro com a mágica dos juros sobre juros a seu favor.
Se você preferir pensar de outra forma, saiba que as pesquisas mostram que a felicidade relativa de pessoas com altíssima renda não é maior do que de outras pessoas. Isso acontece porque chega-se a um ponto em que gastar muito dinheiro não implica em aumento da satisfação pessoal.
