Vivemos hoje em um mundo vibrante. Nunca o ser humano pôde disfrutar tanto das coisas no seu entorno e dispôs de tanta qualidade de vida, evidenciada pelo aumento da longevidade.
Porém, como diz aquele ditado americano: “Não existe almoço grátis”, ou seja, nós literalmente pagamos um preço por isso. Os benefícios da vida contemporânea são caros e o preço aumenta quanto mais conveniência esse benefícios trazem.
Você já parou para pensar como o preço das coisas é composto? Eu algumas vezes penso sobre isso e em todas as vezes chego a conclusão que a maior parcela de composição do preço tem origem na conveniência que o produto agrega, principalmente a nós que moramos em cidades e estamos imersos no mundo dito “civilizado”.
Imaginemos genericamente nossa comida. Seja vegetal ou animal, ela nasce lá no campo a muitos quilômetros da cidade. Quando está no ponto certo, ela é selecionada pelo produtor, transportada para um intermediário, reselecionada, transportada novamente, talvez mais uma vez selecionada, embalada, rotulada e finalmente chega às nossas mãos.
Perceba que desde que a comida nasceu, muitas conveniências foram adicionadas. A primeira tem a ver com a comida estar no ponto certo. É o produtor que nos “ajuda” a saber quando a comida está no ponto ideal para ser consumida. Essa “ajuda” nos é muito conveniente e, claro, tem seu preço.
Depois vem então outra conveniência: o produtor seleciona aquilo que está melhor para o consumo. A gente nem precisa se preocupar, ele faz isso por nós. Mas a comida está longe, então alguém vem em seguida e a leva para mais perto de nós. Conveniente não?
Depois disso temos mais uma ou duas etapas de transporte e seleção até que a comida é embalada para não sujar os nossos dedinhos e para ser melhor armazenada em casa. Puxa! Que conveniente!
Aí vem talvez a mais valorizada das conveniências. Alguém de nome e prestígio coloca um rótulo na embalagem com uma logomarca familiar e que psicologicamente nos diz: “Isso é bom! Eu garanto! Pode consumir!”.
Claro que de todo este processo, teoricamente, poderíamos suprimir as conveniências. Aí então nós próprios produziríamos a nossa comida. Seria muito mais barato, não?
Essa é o ponto onde quero chegar. A vida contemporânea nos faz pagar o preço destas conveniências e, na verdade, não temos muita escolha senão pagar por elas.
O raciocínio da “cadeia de conveniências” por que passa a comida poderia ser feito com outras coisas como roupas, eletrônicos, energia, serviços etc, e nestes casos o nível de conveniência é ainda mais sofisticado.
O que de prático podemos tirar de tudo isso?
Se buscarmos consumir coisas com menos conveniências embutidas, mais barato pagaremos. Assim, se compramos comida a granel e em natura, sai mais em conta do que comida industrializada e embalada. Se compramos roupas direto na loja da fábrica e sem rótulo famoso, sai mais barato. Se usamos na descarga água de uma cisterna que coleta água da chuva, será mais barato do que a água encanada e assim por diante.
Faça um exercício. No momento em que for consumir algo, imagine as várias etapas na “cadeia de conveniências” que o produto passou e imagine se seria possível economizar em algumas destas etapas.
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1 comentários:
Poxa !
Adorei ter conhecido este Blog.....
Gosto de tudo que me faz pensar, e consumir menos....
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