Acho que todos concordamos que uma das coisas mais importantes para se alcançar um objetivo é tomar decisões que nos direcionem ao caminho certo.
Mas parece que algumas pessoas tomam as decisões mais acertadas do que outras e mais rápido acabam alcançando o que querem. Será que essa gente é mais inteligente ou capaz do que outras pessoas?
Uma coisa que quero desmistificar é que, ao contrário do que possa parecer, todos nós tomamos decisões acertadas em um momento ou outro. Porém, temos mentalidades e objetivos diferentes, portanto, as decisões nos levarão a caminhos e resultados diferentes.
E o que então afeta as nossas decisões?
Basicamente decidimos em função daquilo que nos trás mais satisfação e conforto pessoal. Nossa mentalidade nos direciona a tomar decisões que nos dão prazer, bem-estar e tranquilidade.
Isso é muito claro naquilo que envolve o dinheiro. Na mentalidade de algumas pessoas, gastar dinheiro traz muito mais satisfação do que poupar e investir, portanto, suas decisões serão quase sempre neste sentido, ou seja, no sentido de comprar por comprar ou de se desfazer do dinheiro por um capricho.
Já a mentalidade de outras pessoas está no sentido oposto, ou seja, poupar, investir e empreender são as principais fontes de satisfação com o dinheiro. Essa é a mentalidade que predomina naqueles que eu chamo de verdadeiros ricos. São as pessoas que valorizam o dinheiro não apenas por aquilo que ele compra, mas por aquilo que o dinheiro produz.
O que proponho aqui é que você pense no tipo de mentalidade que predomina em você. Pense naquilo que lhe trás mais satisfação quando o assunto é dinheiro. Imagine a seguinte questão: ter o carro do ano mesmo que financiado lhe traria mais orgulho e bem-estar do que ter um carro usado e dinheiro investido?
Se você concluir que sua mentalidade é mais de gastador do que de poupador, investidor e empreendedor, é preciso que você comece a transformá-la para aí então tomar decisões cujo objetivo final é ser rico.
Para isso, associe aspectos positivos como independência, liberdade, tranquilidade, status, orgulho, prosperidade etc ao poupador e investidor e associe ao gastador coisas negativas como dependência, dívida, cobrança, angústia, futuro incerto etc. Veja o quadro abaixo:
Esta “técnica” lhe ajudará a progressivamente encontrar muita satisfação em poupar e investir e a repudir gastos desnecessários.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
A mentalidade de um verdadeiro rico
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Psicologia do dinheiro
4 comentários:
Deveras interessante, mas existem pessoas que tem satisfação em poupar mas também não abrem mão de um pouco de conforto. Como poderíamos classificá-los? Equilibrados? Acredito que me enquadro neste grupo pois não gosto de ter o carro do ano mas também não abro mão de ter um carro em bom estado e com alguns confortos. Exemplo: prefiro ter um carro completo mas ano 2005 ou 2006 do que ter um carro do ano peladinho.
Acredito que nem tanto ao céu nem tanto ao inferno, o idealseria podermos equilibrar prazer em gastar com prazer em poupar. Seria a compra inteligente.
Adorei o artigo abraço!
Francisco Bülow Fiegenbaum
Francisco,
interessante seu comentário.
Eu particularmente penso da mesma forma. Chegar ao equilíbrio é a chave do negócio.
A questão é que cada um tem o seu ponto ótimo de equilíbrio e o grande problema é que a maioria das pessoas está longe dele vivendo muito além de suas possibilidades.
A proposta do artigo é fomentar a reflexão ("como é minha mentalidade?") e ajudar a se aproximar do equilíbrio colando mensagens negativas na mentalidade gastadora.
Fique claro que não defendo o pão-durimo, mas sim a parcimônia. Veja meu artigo "Parcimônia é coisa de rico. Pão-durismo é coisa de pobre."
Obrigado!
Tenho o perfil de gastador, mas me fiscalizo para racionalmente investir mais e gastar menos. Tem dado certo, mas volta-e-meia me pego pensando em fazer um gasto desnecessário, dai eu freio esse pensamento.
Excelente ponto de vista! O ideal, sempre, seria que investíssemos o dobro do que gastamos.
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